CAB traz relatório da temporada 2009 do Goytacaz

A CAB traz ao seu associado e ao torcedor do Goytacaz, o relatório abaixo, trazendo tudo que aconteceu durante esta temporada de 2009 com o clube da Rua do Gás.

Uma boa parte dos acontecimentos são do conhecimento de todos, mas é importante o registro para que possamos melhorar naquilo que foi feito de forma errada e para que o Goytacaz volte a crescer e ter um planejamento correto nos próximos anos.


Veja abaixo o relatório:

RELATÓRIO GOYTACAZ 2009

PARCERIA

Inicialmente a CAB foi convidada para uma reunião, com o Célio Silva, onde nos foi apresentado como seria desenvolvido o projeto de parceria a ser feita com o deputado Geraldo Pudim.

Os membros da CAB saíram da reunião, certos de que seria algo muito bom para o clube. A idéia, segundo Célio Silva, era que este seria o gerente de futebol, com amplos poderes, mas que haveria consulta ao presidente Zander Pereira. Ou seja, seria quase uma terceirização do departamento de futebol.

Quanto ao elenco, seriam em sua maioria, jogadores oriundos de São Paulo e de oito a dez jogadores aqui do Rio de Janeiro.

Quando da divulgação da parceria, tomamos conhecimento de que a parceria com o clube não seguiria os moldes conforme mencionado acima e o que foi firmado efetivamente foi uma parceria onde o deputado Geraldo Pudim entraria com metade da folha salarial e o clube com os outros 50%, atendendo assim a proposta apresentada pelo Presidente.

No que se refere a autonomia do Gerente Célio Silva, aos poucos, diante da baixa qualidade da grande maioria dos atletas oriundos de São Paulo, foi perdendo força, e com isso a influência do presidente na contratação de atletas passou a ser predominante, causando desconforto ao Célio Silva, razão principal que culminou na sua saída.

É importante frisar também que os recursos aplicados pelo deputado não entrariam e não entraram como dívida para o clube, diferente dos recursos que foram utilizados pelo clube que foram empenhados através de empréstimos obtidos junto a abnegados e terceiros e estes seriam ressarcidos através dos recursos obtidos com a venda da Vila do Curumim.

O restante dos acontecimentos todos já sabem. Não houve entendimento entre a atual diretoria e os parceiros, e, tudo foi por água abaixo. No que se refere ao insucesso da parceria, desde o início dos diálogos a CAB através de seus diretores já havia sinalizado ao presidente que independente do modelo a ser estabelecido, tudo deveria ter sido documentado através de um contrato de obrigações recíprocas, onde o limite de atribuições de cada parte fosse bem definido, metas fossem estabelecidas, indicadores de desempenho fossem concebidos e acima de tudo a obrigatoriedade de apresentação de um planejamento estratégico de curto, médio e longo prazo num prazo de 30 dias. Infelizmente nada disso foi feito e o desfecho todos já conhecem.

Com a saída do Célio Silva e do Romeu Balducci, do que ainda restou do que de início poderia se dizer como parceria, foi o deputado Pudim custeando somente os salários dos jogadores oriundos de São Paulo que permaneceram no elenco, como o goleiro Fernando, o zagueiro João Carlos, o volante Marcos Basílio e o meia Gabriel, cabendo ao Goytacaz todo o restante da folha salarial.

O transporte dos atletas para jogos fora do Aryzão também foi obtido pelo deputado junto à empresa Itapemirim. Com o afastamento do deputado, num determinado momento o clube teve que arcar com o transporte para alguns jogos. Um deles foi para o jogo contra a Portuguesa no estádio Luso Brasileiro, quando o Goytacaz foi derrotado por 4 a 2. A empresa alegava que tinha cumprido o que havia combinado com o deputado e que dependia de um novo contato do mesmo para que o transporte continuasse sendo oferecido pela Itapemirim até o final do campeonato, o que veio a ocorrer e a situação foi regularizada.

Perdeu-se uma ótima oportunidade de aproveitar melhor os recursos provenientes da parceria.

PLANEJAMENTO DO ELENCO, PRÉ-TEMPORADA

Dentro da parceria que foi construída, foram chegando alguns atletas de São Paulo, juntado-se com alguns aqui do estado.

A pré-temporada foi bem planejada e os jogadores não puderam reclamar de nada. Tudo do bom e do melhor lhes foram oferecidos.

A comissão técnica na época era formada pelo treinador Nei Silva, pelo supervisor Romeu Balducci e pelo preparador físico Maldonado.

Tudo sendo feito nos moldes do acordo estipulado com a parceria e com o clube.

Porém, diante das primeiras reclamações da torcida do Goytacaz, que na pressa de ver o time já pronto e jogando futebol de alto nível, a diretoria do clube passou por cima do que foi acordado com o parceiro e seja de forma correta ou não, começou a contratar jogadores com salários acima do que havia sido estipulado.

Neste momento, começava-se a rachar a relação entre parceria e clube.

E com todo este contexto, mesmo sem ter tido nenhuma derrota, mesmo em amistosos, após o empate em casa com o Sendas, o gerente de futebol Célio Silva pediu demissão logo após o jogo, o que começou a acarretar no fim da relação entre parceria e clube.

Logo durante a semana, o supervisor Romeu Balducci pediu demissão, sendo seguido pelo treinador Nei Silva e pelo preparador físico Maldonaldo.

Tudo começava então do zero naquele momento.

O Goytacaz ficou algumas partidas sendo treinado pelo auxiliar técnico Charles Almeida e acabou perdendo o rumo.

Após tentativa frustrada de trazer o treinador Eugênio Carlos, a diretoria do Goytacaz anunciou a contratação do experiente treinador Dário Lourenço.

Com ele chegaram vários jogadores do Friburguense e outros atletas como Carlos Alberto, Valdiram, Edu Silva e Roberto Santos.

Com a chegada destes, vários jogadores que iniciaram a pré-temporada tiveram seus contratos rescindidos.

Rasgava-se assim, toda aquela bela pré-temporada e todo aquele planejamento inicial, ou seja, o time titular passou a ser formado por jogadores que não vieram de uma pré-temporada com o clube e que já não estavam fisicamente em perfeitas condições.

FALTA DE UM PROFISSIONAL NA GERÊNCIA DO FUTEBOL

Diferentemente de América e Olaria, que subiram à série A e contaram com gerentes de futebol como Romário de Souza Farias e Paulo Angioni, o Goytacaz desde a saída do Célio Silva, não conseguiu ter no comando do futebol profissional , um gerente de futebol profissional renomado e experiente que por sua história e tradição no futebol pudesse exercer em função disso uma influência que possibilitasse ajustar o rumo do trabalho nos momentos mais difíceis.

Aliás, mesmo enquanto tínhamos o Célio Silva, este profissional se queixava que não tinha a autonomia necessária para gerir o departamento de futebol.

E este é o grande problema atual do Goytacaz. O Goytacaz não possui uma estrutura organizacional bem definida com autonomia e atribuições bem estabelecidas e praticamente todas as ações são centralizadas na figura do presidente do clube. Sabemos da grandiosa contribuição dada pelo Vice Presidente de futebol Pedro Ongarato um grande abnegado que por inúmeras vezes presta socorro financeiro ao Goytacaz, mas infelizmente, especificamente na função de vice-presidente de futebol, percebíamos uma distância muito grande dele para com as atividades inerentes ao cargo, ou seja, ao longo de todo o trabalho de preparação, poucas vezes estava presente no clube. Entendemos que o respaldo e a autonomia para o gerente de futebol devem ser garantidos pelo Vice-Presidente de futebol, que no dia a dia dos trabalhos precisa estar mais presente para que possa intervir antes dos problemas chegarem ao presidente.

Uma outra grave situação que ficou evidenciada e certamente atrapalhou e muito o trabalho da comissão técnica, foi ter um elenco composto por três facções, ou seja , uma composta pelos jogadores do Friburguense que recebiam seus salários um mês adiantados, outra dos atletas oriundos de São Paulo trazidos pelo Romeu e pelo Célio Silva, que recebiam seus salários em dia e outra dos atletas trazidos pelo Presidente que no final do campeonato, não recebiam seus salários integralmente na data do vencimento, recebendo ao longo do mês em parcelas. Principalmente no que se refere aos salários, não se pode sob hipótese alguma dar tratamento diferenciado quando o que se pretende acima de tudo é ter uma equipe homogênea, que com igualdade de forças busquem o mesmo objetivo.

Além dos problemas já relatados, tivemos também os problemas com o jogador Valdiram que infelizmente não teve um comportamento que se deseja para qualquer atleta, que para receber este rótulo precisa ter uma vida regrada e disciplinada, sem excessos, o que infelizmente não aconteceu e mostrou que ele continua fazendo jus a fama que tem. Como se sabia do histórico do jogador, entendemos que o clube deveria ter tomado atitudes mais rigorosas com o jogador, punindo-o com desconto em seus vencimentos, exercendo um acompanhamento mais de perto de sua rotina, ou seja, é um profissional que pelas suas atitudes merecia ter uma liberdade vigiada.

Já no final do campeonato, tivemos a participação do ex-jogador do clube Edivaldo Trindade que segundo informações, estaria trabalhando para o planejamento do grupo de 2010.

Será que teremos notícias melhores para o ano que vem? Será que desta vez será dada autonomia necessária a seu gerente de futebol?

Será que veremos em 2010 o clube com uma estrutura organizada e um planejamento como manda o figurino?

FALTA DE PROFISSIONALISMO DE ALGUNS ATLETAS

Como explicar que com uma folha salarial de quase R$ 140 mil reais, praticamente em dia, ainda sim tivéssemos problemas disciplinares ao longo do campeonato?

Um dos grandes motivos foi não ter, no clube, um gerente de futebol experiente na função e atuante. Além disso, vale ressaltar negativamente a falta de profissionalismo de alguns atletas.

Expulsões infantis em várias partidas, como nos casos de Carlos Alberto, Hamilton e Edu Silva. Jogadores “profissionais” como Valdiram, chegando as 5:30 da madrugada no hotel onde estava o time.

E por fim, a denúncia, comprovada pelas fotos, de que vários atletas participavam desde Setembro, de “peladas” da Liga Amadora de Ubá/MG e da Liga Barbante do Espírito Santo.

Com tudo isso, o Goytacaz sempre sofreu durante o campeonato, era nítido ver, o cansaço no segundo tempo das partidas. Em muitas delas, a equipe construía um bom resultado no primeiro tempo e entregava tudo de bandeja no segundo.

Era nítido ver que o time do Goytacaz sempre foi superior tecnicamente aos demais times do campeonato. Tanto que venceu por 2 vezes o América e venceu o Olaria 2 vezes em casa, empatando uma e perdendo outra, fora de casa.

E este problema do desgaste físico no segundo tempo, bem como das seguidas contusões de alguns atletas, somando-se a denúncia comprovada dos jogos nas ligas amadoras, só serviram para termos a certeza de que estes episódios extra-campo, somados aos outros apontados até aqui, foram primordiais para nosso fracasso em mais um campeonato.

PROBLEMAS ESTRUTURAIS DO CLUBE

Vários problemas estruturais no clube, com certeza afetaram o rendimento da equipe, tais como:

1) Dificuldade no condicionamento físico dos atletas:

Esse foi um problema que atrapalhou e muito, principalmente na recuperação física dos atletas. Vários jogadores do elenco tinham idade superior a 30 anos e precisavam de um trabalho muscular regenerativo entre as partidas. Faltou uma academia no clube!

Esta dificuldade se deu pela falta de adequação dos horários de utilização da Academia do Automóvel Clube , recurso este obtido através do Deputado Pudim: O preparador físico do clube também teve problemas com a marcação de horários junto ao Automóvel Clube de Campos, visto que em algumas situações, não conseguia coincidir os horários do clube com os que precisava para os atletas.

Mais uma vez foi solicitado apoio à CAB que se mobilizou para ajudar a solucionar o problema. Cabe destacar também que internamente o planejamento dos treinamentos ministrados pelo treinador Dário muitas vezes entrava em conflito com a programação dos trabalhos necessários em academia planejados pelo preparador físico Alexandre, pois não se tinha uma perfeita sintonia no planejamento geral das atividades de condicionamento físico com o técnico.
Uma simples piscina de plástico para a colocação de gelo para tratamento dos atletas, foi comprada pelo preparador físico do clube. A própria CAB informou ao mesmo que se soubesse deste problema, teria adquirido tal piscina;

2) Departamento Médico com estrutura deficiente:

Se não fosse pelo empenho e contribuição voluntária dos médicos Dr. José Roberto Crespo e Dr. Marcelo Ramalho, mais uma vez o clube teria passado por momentos difíceis. Em nossa percepção, o clube precisa ter um departamento médico profissionalizado, onde teria permanentemente a sua disposição um fisioterapeuta e médico especialista em medicina esportiva, voltado para os aspectos relacionados a traumatologia e ortopedia, com sala de atendimento contendo equipamentos e materiais básicos para atendimentos emergenciais que certamente contribuiriam para reduzir o tempo de recuperação dos atletas. Foi perceptível a todos a demora acentuada na recuperação dos atletas que eram entregues ao departamento médico, demora esta que não era ocasionada pelos médicos denominados acima que faziam o que podiam dentro das suas possibilidades.

3) Problemas de energia elétrica:

Foto: Ururau

Até um inquérito sobre um suposto “gato”(furto de energia elétrica) teve no Goytacaz durante o campeonato. Lamentavelmente, apesar da força da marca do Goytacaz, não podemos negar que este fato amplamente divulgado na imprensa provocou danos a imagem do clube afetando mais uma vez a credibilidade da instituição;

4) Água de baixa qualidade:

O clube utilizou-se de água oriunda de poços nos vestiários e também na lavagem de roupas, uma vez que a água tratada da concessionária não era fornecida uma vez que encontra-se cortada por falta de pagamento, ou seja, já existia a dívida que foi negociada mas o pagamento sob parcelamento não foi cumprido;

5) Problemas com o gramado, utilização do patrimônio do clube por terceiros:

Apesar de estar disputando o sonho maior de voltar a 1ª divisão, o Goytacaz teve ao longo do campeonato, seu gramado sendo utilizado para jogos da Liga Campista, aos Domingos. Além de estragar o gramado, os jogos da Liga Amadora ainda contava com brigas entre as torcidas que em alguns casos causaram danos ao patrimônio do clube.

Adicionalmente aos jogos da liga, a Prefeitura através da Fundação Municipal do Esporte por várias vezes requisitou as dependências do estádio para promover seus eventos, como por exemplo para fazer a festa da chegada de Papai Noel de Helicóptero e distribuição de brinquedos para as crianças no dia 20 de Dezembro. Não temos qualquer restrição quanto a este tipo de iniciativa, pelo contrário, sendo de cunho social, apesar do apelo político, somos favoráveis, mas até o momento o Governo Municipal não repassou um centavo sequer do aporte financeiro empenhado através do Convênio firmado entre o Goytacaz e a Prefeitura sob a alegação de que parte dos recursos não chegariam ao clube devido as execuções trabalhistas que estão em curso, e com isso, comprometeriam o resultado do projeto de Convênio.

Sabemos que alguns vereadores também usufruem do patrimônio do clube para promover seus eventos e mesmo sabendo da situação caótica que o clube se encontra no aspecto financeiro, não manifestam voluntariamente qualquer iniciativa de apoio. Esperamos que algum dia estes representantes do povo repensem suas atitudes e valorizem o futebol da região;

6) Uniformes:

Em mais um ano seguido, mesmo sem qualquer contrato, e mesmo após a CAB trazer ao clube uma excelente proposta de fornecimento de material esportivo de uma empresa do sul do país, a diretoria do clube optou por permanecer com a mesma fornecedora de material esportivo de 2008, que somente envia os uniformes ao clube nos dias de jogos, não pagando quaisquer royalties ao Goytacaz pelas vendas.

Somado a isso, os jogadores do Goytacaz sempre reclamaram da qualidade do uniforme e em muitas ocasiões foram obrigados a colocar adesivos nos peitos para não ferir os mesmos.

Motivo este, que levou o deputado Geraldo Pudim a custear de seu próprio bolso e adquirir uniforme da Spózer para as últimas partidas do Goytacaz no campeonato.

Apesar da iniciativa de fornecimento de outro uniforme de melhor qualidade do Deputado, com toda a exploração feita pela atual fornecedora, se beneficiando enormemente com a marca Goytacaz F.C., o proprietário da mesma, mesmo sabendo que o material dos uniformes causava desconforto aos atletas, exigiu que seu uniforme fosse utilizado nos jogos. Infelizmente, mais uma vez mesmo sabendo do enorme retorno financeiro, obtido pela atual fornecedora e da negativa de efetuar o repasse justo dos lucros para o Goytacaz ao comercializar não só uniformes, como também bolsas, bonés, etc., a diretoria foi benevolente e cedeu às pressões do empresário, atendendo a sua solicitação;

ARBITRAGEM

O torcedor do Goytacaz se acostumou ao longo dos últimos anos a ver arbitragens ruins, que, em muitos casos, tiraram realmente a chance do clube de subir à 1ª divisão.

Mas, com as arbitragens, os nossos dirigentes sempre aproveitaram para esconder os nossos verdadeiros problemas.

As arbitragens ruins serviam de escudo todos os anos para o Goytacaz se eximir da culpa por não conseguir alcançar seus objetivos.

Este ano, com todo louvor, tivemos ótimas arbitragens. Tirando uma ou outra, mas que não podemos afirmar que houve má fé, todas as arbitragens foram sérias e cumpriram apenas o que dizia a regra.

Vencemos o América por duas vezes, empatamos com o Olaria fora de casa, perdemos, ganhamos, sempre com arbitragens corretas.

Assim, desta vez, ninguém pode esconder os defeitos de nosso clube por questões de arbitragem.

Podemos, é claro, reclamar das altas taxas de despesas com a FERJ, com as manobras do América via Sportv, mas arbitragem não!

Parabéns aos árbitros do Rio de Janeiro!

DE POSITIVO: O ARYZÃO E A TORCIDA!



Como saldo positivo ao longo de 2009, tivemos a volta do Aryzão como palco dos jogos do Goytacaz no campeonato da 2ª divisão.

No ano anterior, 2008, os torcedores foram sacrificados com viagens à Cardoso Moreira, São João da Barra e até Quissamã, para acompanhar os jogos do clube, visto que nosso estádio estava interditado.

Com o esforço do próprio presidente do clube, da CAB e de muitos abnegados colaboradores, o estádio Ary de Oliveira e Souza foi devidamente reformado conforme as exigências da FERJ e do Estatuto do Torcedor e pôde voltar a receber nossa linda e maravilhosa torcida.

Torcida que conseguiu a façanha (já esperada!) de ter nove dos dez maiores públicos do campeonato e provar, nos borderôs, ser a 5ª maior torcida do Rio de Janeiro. A festa do torcedor a cada partida foi maravilhosa de ser ver.

A ressalva que se faz a reforma do estádio, apenas, é que até a presente data, não se sabe o quanto temos de dívida em relação a reforma e o quanto foi realizado por meio de doações. Somente após a devida prestação de contas a ser feita pelo presidente do clube, veremos o montante final que efetivamente foi aplicado na reforma do estádio.

PONTO FINAL

Finalizando, dentro de tudo o que foi exposto, podemos ver que novos erros foram cometidos, alguns se repetiram e em sua grande maioria devido a carência que o clube tem de uma estrutura organizada, com planejamento estabelecido, metas definidas e acima de tudo as dívidas que o clube possui com os órgãos públicos e com indenizações trabalhistas o que impede que o clube consiga ter acesso a recursos quer sejam públicos ou privados, no caso através do Convênio com a Prefeitura e em relação as empresas através da Lei de Incentivo ao Esporte.

É imprescindível para o clube ter como principal meta quitar seus débitos para que possa se beneficiar dos recursos que podem ser obtidos, através de investimentos oriundos de empresas utilizando a lei de incentivo fiscal.

É inadmissível se pensar que o Goytacaz tem que subir a qualquer custo contraindo cada vez mais dívidas na expectativa de achar que as quotas de TV resolverão todos os problemas do clube.

É preciso agir com um planejamento consistente, fazendo o que pode dentro de suas possibilidades, pois só assim, conseguiremos ver o Goytacaz F.C sair desta situação, ou seja, é preciso se organizar como um clube de primeira divisão para que possamos efetivamente retornar a elite do futebol.


Diretoria CAB